Vídeo registra ação de quadrilha do Comando Vermelho em roubo a apartamento de idoso em Ipanema
Vídeo registra ação de quadrilha do Comando Vermelho em roubo a apartamento de idoso Imagens de câmera de segurança registraram como agia a quadrilha liga...
Vídeo registra ação de quadrilha do Comando Vermelho em roubo a apartamento de idoso Imagens de câmera de segurança registraram como agia a quadrilha ligada ao traficante foragido Eduardo Lima Franco, o Dudu, apontado pela polícia como chefe do grupo do Comando Vermelho especializado em explosões de caixas eletrônicos e roubos a residências de luxo. O crime ocorreu em agosto de 2024, em um apartamento na Avenida Henrique Dumont, em Ipanema, Zona Sul do Rio, e teve como alvo o imóvel de um idoso, que estava fora no momento da invasão, em um passeio com a cuidadora. Segundo a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), o grupo tinha informação privilegiada sobre a rotina da vítima e a localização exata do cofre. A gravação revela a dinâmica da ação: um dos criminosos entra primeiro e tenta forçar o cofre, mas diante da dificuldade, chama o chefe: "Bora, Dudu". Eduardo, de boné branco e camiseta, assume o comando e utiliza técnica semelhante à empregada em ataques a caixas eletrônicos. Em poucos minutos, os suspeitos levam dinheiro, joias e relógios de luxo e deixam o local após o disparo do alarme. A polícia investiga quem pode ter repassado os dados que facilitaram o crime. Segundo a investigação, a quadrilha cometeu um erro ao não desativar a câmera de segurança instalada no cômodo. Logo no início da gravação é possível ver o homem apontado como chefe do grupo olhando diretamente para a câmera. Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Operação contra o CV Dudu foi um dos 16 procurados nesta quarta-feira (25), em uma operação da Draco-IE no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. Até a última atualização desta reportagem, os agentes tinham prendido 7 alvos. Um deles é considerado braço direito de Dudu: Augusto Leopoldo Vargas, apontado como especialista em abertura de cofres com o uso de maçaricos. Ele foi preso em Joinville. Segundo as investigações, Dudu selecionava as vítimas, financiava a logística e dividia os lucros. Os narcotraficantes do Rio forneciam veículos roubados para fuga, ferramentas para as explosões e locais para abrigo e ocultação. Dudu também custeou a vinda de Vargas e comparsas de Santa Catarina para o Rio a fim de executar roubos. Um dos ataques seria em Ipanema, na Zona Sul do Rio. A polícia interceptou um telefonema de Dudu para Vargas sobre detalhes da ação. “Quer um trampo melhor que esse, Vargas? Tem tudo já, todas as informações, coisa de maluco. Dólar, euro, anel de diamante. Só pacotezinho de dólar, de 50 e de 100”, disse. Polícia mira grupo do CV que explodia caixas eletrônicos e roubava mansões No ano passado, Vargas e Dudu já tinham sido alvos de busca e apreensão. A polícia identificou que, em 5 anos, a quadrilha movimentou R$ 30 milhões, usando contas de pessoas físicas e jurídicas. Parte do dinheiro arrecadado era lavada numa joalheria em Niterói — a loja foi alvo de um mandado de busca e apreensão. Durante as investigações, a polícia descobriu que o grupo ainda contava com a ajuda de um policial militar, que fazia a escolta dos criminosos nas ações. Jefferson Vieira do Nascimento, lotado no 19º BPM (Copacabana), já estava encarcerado. “Ele dava apoio de vigilância e segurança nos furtos e na lavagem de dinheiro”, afirmou o delegado Jefferson Ferreira. “Esse policial já estava preso, por causa de um flagrante de roubo a um caixa eletrônico. Então cumprimos um novo mandado de prisão, agora de organização criminosa e lavagem de dinheiro”, detalhou. Eduardo Lima Franco, Augusto Leopoldo Vargas e Jefferson Vieira do Nascimento Reprodução/TV Globo