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Moradores e empresários cobram ações da prefeitura após lago de Lumiar voltar a apresentar problemas

Lago de Lumiar volta a gerar reclamações em Friburgo Moradores e empresários de Lumiar, distrito turístico de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio volt...

Moradores e empresários cobram ações da prefeitura após lago de Lumiar voltar a apresentar problemas
Moradores e empresários cobram ações da prefeitura após lago de Lumiar voltar a apresentar problemas (Foto: Reprodução)

Lago de Lumiar volta a gerar reclamações em Friburgo Moradores e empresários de Lumiar, distrito turístico de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio voltaram a cobrar providências do poder público após o lago da localidade apresentar novamente sinais de degradação, poucos meses depois de uma intervenção realizada pela prefeitura. O lago, um dos principais cartões-postais do distrito, teria voltado a apresentar baixo nível de água, ausência de peixes e aumento de mosquitos, segundo relatos de quem vive e trabalha na região. Entre novembro e dezembro do ano passado, a Prefeitura de Nova Friburgo realizou uma força-tarefa para recuperar o lago após episódios de morte de peixes e piora na qualidade da água. 📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp. Lago de Lumiar volta a apresentar problemas Reprodução Inter TV Na ocasião, equipes fizeram a retirada de animais, limpeza completa do fundo, implantação de um novo sistema de drenagem e início do reabastecimento. A prefeitura também informou que a reintrodução dos peixes dependeria de testes técnicos e do equilíbrio do ecossistema, com acompanhamento de especialistas. No entanto, apesar das intervenções, moradores e comerciantes afirmam que a situação voltou a se deteriorar e que o lago estaria novamente esvaziando e sem vida aquática. O empresário Carlos Antonio da Silva afirma que a situação tem gerado preocupação na comunidade e prejuízo ao turismo local. “A gente vê o lago cada vez mais vazio e isso preocupa quem trabalha aqui. O turismo depende muito desse cenário”, disse. O empresário Rodrigo Sppezapria destaca que o lago sempre foi um dos principais atrativos de Lumiar. “O lago é um ponto de referência para quem visita Lumiar. Quando ele não está bem, isso afeta diretamente a experiência dos turistas e, consequentemente, o comércio local”, afirmou. Apelo por recuperação do lago O morador Alan Caldera afirma que a comunidade se mobilizou para tentar chamar a atenção do poder público e pede ações urgentes para recuperar o local. “Queremos o lago vivo. O lago está secando, está sem vida. Precisamos que a prefeitura tome uma atitude e devolva a vida para o nosso lago”, disse. “Quando o turista vem para Lumiar, ele quer ver as belezas naturais, e o lago faz parte disso. Não podemos deixar esse lago morrer”. Reclamações sobre abandono e mosquitos Moradores que vivem próximos ao lago afirmam ainda que a redução do nível da água tem favorecido o aparecimento de mosquitos e aumentado a sensação de abandono na região. “O lago está esvaziando, está cheio de mosquito. A gente precisa que alguém faça alguma coisa para salvar Lumiar”, disse um dos moradores. O que diz a prefeitura Em nota, a Secretaria de Desenvolvimento Regional (Seder), por meio da Subprefeitura de Lumiar e São Pedro da Serra, informou que, segundo análise da concessionária Águas de Nova Friburgo, o nível de oxigenação do lago é considerado ideal, assim como a qualidade da água do Rio Boa Esperança, que abastece o local. Sobre a ausência de peixes, a prefeitura explicou que a reintrodução da vida aquática depende do cumprimento de etapas técnicas, como a ciclagem do lago, novos testes de qualidade da água — com análise de amônia, nitrito e nitrato e o processo de aclimatação dos animais. Segundo o município, essas fases são acompanhadas por profissionais da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj) e podem levar, em média, de 30 a 45 dias, prazo que pode variar conforme as condições ambientais. A prefeitura pediu a compreensão da população e afirmou que o respeito a esse período é necessário para garantir o equilíbrio ambiental e evitar novos problemas no ecossistema do lago.

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