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Elevador quebrado do Hospital Municipal Nelson de Sá Earp, adia procedimento de paciente internada em Petrópolis

Hospital Municipal Nelson de Sá Earp, em Petrópolis Divulgação PMP O único elevador do Hospital Municipal Nelson de Sá Earp (HMNSE) em Petrópolis, na Reg...

Elevador quebrado do Hospital Municipal Nelson de Sá Earp, adia procedimento de paciente internada em Petrópolis
Elevador quebrado do Hospital Municipal Nelson de Sá Earp, adia procedimento de paciente internada em Petrópolis (Foto: Reprodução)

Hospital Municipal Nelson de Sá Earp, em Petrópolis Divulgação PMP O único elevador do Hospital Municipal Nelson de Sá Earp (HMNSE) em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, segue apresentando problemas recorrentes que o torna diversas vezes inutilizável. Nesta semana uma paciente de 77 anos, internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital, teve um procedimento cardíaco adiado, após a interrupção do funcionamento do elevador. A paciente está internada desde a última sexta-feira (5) em observação médica, pois enfrenta um quadro cardíaco grave. Desde então, ela aguardava pela realização de um cateterismo, procedimento que precisar ser realizado em outra unidade hospitalar. 📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp. Agora no g1 A UTI do HMNSE é localizada no segundo andar da unidade, por isso os pacientes que precisam ser transportados dependem exclusivamente do elevador. Segundo a Comissão de Direito Médico e da Saúde da OAB Petrópolis, que há anos acompanha a situação do Hospital, a paciente só conseguiu realizar o procedimento nesta quinta-feira (11), devido as recorrentes falhas que o equipamento apresenta. A comissão afirma que durante toda essa semana o elevador estava inoperante, o que impossibilitou o transporte da paciente. “As consequências vão muito além de um problema estrutural. A interrupção ou limitação do funcionamento do elevador impacta a assistência prestada, pode agravar o estado de saúde dos pacientes e prejudica a rotatividade dos leitos hospitalares. Enquanto pacientes permanecem internados por mais tempo do que o necessário, aguardando exames ou procedimentos adiados, as unidades de urgência e emergência seguem superlotadas, dependentes da liberação desses leitos.”, afirma a vice-presidente da Comissão Andrea Carius. Segundo o relatório médico apresentado a comissão de saúde da OAB, a paciente apresenta estenose aórtica grave sintomática, doença que pode comprometer significativamente a circulação sanguínea. O documento também descreve episódios recorrentes de dores irradiadas para pescoço e garganta, sensação de sufocamento, palpitações e agravamento progressivo do quadro clínico. Ainda de acordo com o relatório, a idosa possui elevado risco de descompensação cardiovascular, arritmias e outros eventos cardíacos graves, além de histórico de hipertensão arterial, diabetes, dislipidemia e fibrilação atrial. No início deste ano, a Comissão de Direito Médico e da Saúde da OAB afirma que encaminhou um a recomendação formal à Secretaria Municipal de Saúde, com cópia ao Prefeito, ao Ministério Público e à Defensoria Pública, alertando para a gravidade do problema. Mas segundo eles, até o momento, não houve um retorno institucional nem conhecimento de providências concretas capazes de resolver definitivamente a questão. “Não é mais possível tratar essa questão apenas com medidas paliativas, sucessivas licitações e longas esperas por peças de reposição. A situação exige soluções definitivas e urgentes, incluindo a substituição do equipamento, a instalação de um segundo elevador e a construção de uma rampa de acesso ao segundo andar. Trata-se do mínimo necessário para garantir segurança, acessibilidade e continuidade da assistência aos pacientes", disse a vice-presidente. A comissão ainda destaca que em eventual situação de emergência, como um incêndio ou necessidade de evacuação rápida da unidade, pacientes internados nesses setores dependeriam exclusivamente do elevador ou da remoção manual pelas escadas. O que, segundo eles, representa um risco significativo para pessoas em estado grave, com mobilidade reduzida ou dependentes de equipamentos de suporte à vida. Em fevereiro de 2026, o g1 questionou a prefeitura de Petrópolis sobre o funcionamento do elevador da unidade, questionando ainda se havia algum plano para a melhoria do deslocamento dos pacientes da unidade, levando em consideração que o prédio não possui escadas internas. Na ocasião a prefeitura afirmou que estaca adotando todas as medidas necessárias para viabilizar o conserto do elevador o mais rápido possível junto a empresa responsável. O reparo definitivo até o momento, não ocorreu. A secretaria de saúde ainda não se posicionou sobre o episódio.

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