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‘El Cristiano’: governo paraguaio volta a pedir canhão de guerra que pode ser visto de graça em museu do Rio

'El Cristiano': conheça canhão paraguaio que está no Rio é pedido de volta há anos O canhão que o governo paraguaio pediu novamente a devolução é um es...

‘El Cristiano’: governo paraguaio volta a pedir canhão de guerra que pode ser visto de graça em museu do Rio
‘El Cristiano’: governo paraguaio volta a pedir canhão de guerra que pode ser visto de graça em museu do Rio (Foto: Reprodução)

'El Cristiano': conheça canhão paraguaio que está no Rio é pedido de volta há anos O canhão que o governo paraguaio pediu novamente a devolução é um espólio da Guerra do Paraguai e pode ser visto gratuitamente no Museu Histórico Nacional, que fica na Praça 15, no Centro do Rio de Janeiro. Nesta sexta-feira, o Ministério das Relações Exteriores do Paraguai divulgou um comunicado no qual informou que o vice-presidente Pedro Alliana e o chanceler Rubén Ramírez Lezcano entregaram ao embaixador brasileiro em Assunção, José Marcondes, uma nota em "rejeição" a declarações do presidente Lula, na qual pede também a devolução de troféus de guerra tomados pelo Brasil no século XIX, incluindo o El Cristiano, que está no Rio. O canhão já tinha sido alvo de cobiça entre Brasília e Assunção em 2023. El Cristiano, artefato militar usado na Guerra do Paraguai que está instalado no Museu Histórico Nacional Cristina Boeckel/ g1 Uma reportagem da Deutsche Welle republicada pelo g1 na época mostrou que o recém-empossado presidente paraguaio, o conservador de direita Santiago Peña, manifestou o desejo de repatriar a peça, uma dentre várias que o Brasil tomou após derrotar as tropas de Francisco Solano López na década de 1870. Dessa vez, o incômodo veio depois que Lula fez um discurso em Jacareí (SP) defendendo investimentos para a defesa nacional. Ele afirmou que o Brasil gosta de paz, mas que não poderia se esquecer da Guerra do Paraguai, no século 19. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. Conforme o comunicado divulgado nesta sexta, o vice-presidente e o chanceler paraguaios afirmaram que o Brasil e o Paraguai são países "irmãos" e, diante disso, apresentaram ao embaixador um caminho para "fechar definitivamente as feridas" da guerra. Obuseiro tombado e apreciado aqui O obuseiro de 153 anos não homenageia nenhum Cristiano: o nome veio da forja onde o bronze de sinos de igrejas paraguaias foi fundido para virar uma arma — O Cristão, traduzido do espanhol. É um cristão ferrenho: com 2,94 metros de comprimento e 1,34 metros de largura, pesa 12 toneladas. Ele está marcado com uma inscrição que faz referência à origem: “Da religião ao Estado”. A briga para que El Cristiano e outros objetos voltem para o Paraguai não começou agora: o governo vizinho reivindica a devolução há mais de uma década, pois considera o canhão como parte importante da memória do país e um símbolo da união de esforços feita durante o conflito. El Cristiano também é considerado parte da memória do Brasil e é tombado pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A discussão se troféus de guerra devem ser devolvidos envolve várias questões como nacionalismo e ressignificação destes objetos. Entre os especialistas no estudo da Guerra do Paraguai não há consenso. El Cristiano no Pátio Epitácio Pessoa, no Museu Histórico Nacional Cristina Boeckel/ g1 “É uma peça com uma história rica nesse sentido. De acordo com o nosso levantamento, esse canhão, com características mais próximas de um obuseiro, ocupou o Forte de Curupaiti em um primeiro momento e depois a Bateria Londres, que era a principal fortificação de Humaitá”, afirmou Pedro Heringer, diretor-substituto do Museu Histórico Nacional. Apesar de fontes da época chamarem o objeto de canhão, trata-se de um obuseiro, projetado para disparar balas ocas. De acordo com os estudiosos, a fundição, as formas e o material permitem supor que ele não suportaria o disparo de grandes balas sólidas, arrebentando antes disso. O artefato seria, na verdade, usado para disparar granadas cheias de pólvora. No Brasil desde 1870, o canhão fazia parte do Arsenal de Guerra, mais especificamente do Museu Militar. Foi transferido para o Museu Histórico Nacional a partir de sua fundação, em 1922. Manutenção A inscrição com o nome do canhão El Cristiano Cristina Boeckel/ g1 No pátio onde está instalado, El Cristiano tem a companhia de outros artefatos de guerra com história rica. Um deles é um canhão de fabricação inglesa do século 18, do reinado de George III. Outro canhão em exposição é do século 17 e foi deixado no Brasil após a expulsão dos holandeses do Nordeste. A manutenção de El Cristiano, assim como os outros canhões em exposição, conta com ações diárias e uma maior anual, que conta com higienização e impermeabilização dos equipamentos. Para quem quiser conferir de perto El Cristiano e outras atrações, o Museu Histórico Nacional fica aberto de quarta-feira a domingo, das 10h às 17h. Atualmente, a entrada é gratuita devido às celebrações do centenário da instituição. Placa com nome e informações de El Cristiano no Museu Histórico Nacional Cristina Boeckel/ g1

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