Amigos e parentes se despedem de administrador morto por linha chilena no Rio
Corpo de administrador morto por linha chilena é velado no Rio O corpo do administrador de empresas Leandro Rezende Cardoso é velado no Cemitério de Inhaúma...
Corpo de administrador morto por linha chilena é velado no Rio O corpo do administrador de empresas Leandro Rezende Cardoso é velado no Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte do Rio, neste sábado (4). Ele passava de moto em Cascadura quando uma linha chilena atingiu o pescoço dele, que chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Leandro tinha uma empresa higienização de sofás e voltava para casa depois do serviço. Uma câmera de segurança gravou o acidente. "Leandro era uma pessoa muito comunicativa, todos no bairro gostavam muito dele, todo mundo tá chocado com o que aconteceu", afirmou um amigo dele. Leandro estava prestes a se formar em Direito. Viúvo, era filho único e deixa os pais e uma filha de 15 anos. A moto usada por ele no dia do acidente não tinha antena de proteção e segue estacionada na garagem da casa da família, ainda com marcas do ocorrido. Parentes e amigos estão abalados com a perda. Após o acidente, um amigo da vítima retornou ao local e encontrou a linha que pode ter causado a morte. O número de denúncias sobre o uso de linha chilena mais que dobrou no estado do Rio de Janeiro em 1 ano, segundo dados do Disque Denúncia. Em 2024, foram 561 registros. No ano passado, o total saltou para 1.203. Já nos três primeiros meses deste ano, foram contabilizadas 110 denúncias. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Leandro morreu atingido por linha chilena no pescoço Reprodução/TV Globo O RJ2 também identificou outras linhas espalhadas pela região, representando risco constante para quem passa pelo local. “Preciso me locomover de um lugar pro outro. Então, a moto me facilita nesse sentido, mas a gente passa por isso todos os dias. Todos os dias eu vejo essas linhas esticadas pela rua. Já tive situações em que eu consegui me livrar, mas infelizmente ele não teve a mesma sorte”, disse o professor Carlos Eduardo Menezes. Após o acidente, Carlos Eduardo retornou ao local e encontrou a linha que pode ter causado a morte de Leandro Reprodução/TV Globo A linha chilena é considerada ainda mais perigosa que o cerol, podendo ser até quatro vezes mais cortante. O uso e a venda desse material são proibidos por lei, e quem for flagrado pode ser multado e até responder criminalmente. Apesar da proibição, é fácil encontrar ofertas do produto na internet. Em redes sociais, perfis divulgam a venda da linha chilena sem restrições. Leandro era administrador de empresas Reprodução/TV Globo